Archive for the ‘mulherzinha’ Category
Francesca Woodman
Conheci o trabalho da Francesca Woodman quando tive que fazer uma apresentação para a pós em Arte Contemporânea (olha aí um dos motivos para o abandono do blog!). Eu nunca tinha ouvido falar dela antes. Quem recomendou foi a amiga querida que sabe bem dessas coisas de meninas que falam de meninas.

A Francesca era uma fotógrafa americana. Começou a tirar fotos aos 13 anos. Fotografava em preto e branco e muitas vezes ela mesma era a modelo. O trabalho dela chama atenção por ser muito, muito honesto. Tem um quê de precariedade, não é virtuoso, não representa estereótipos femininos. É daquelas obras densas simbolicamente, mas que a gente não fica querendo achar significado por trás das coisas. Ainda que seja um trabalho bem performático, é desprendido de discursos, de narrativas, de ficções.


Muitas fotos têm longa exposição e ficam borradas, principalmente pelo movimento da cabeça. E aí a gente percebe o quanto parecia importante pra Francesca trabalhar com o corpo, com a ideia do corpo como lugar, ocupando o espaço, mas ele também sendo o espaço.


Francesca fotografou até os 23 anos, quando se atirou de uma janela e morreu. Seu suicídio impressiona mais as pessoas que seu trabalho. Mas eu fiquei realmente admirada pelas fotos tão lindas. É um melancólico bonito, de performances inquietantes, que dá uma impressão de que havia ali uma angústia tão grande, de ansiedades e um desejo de conseguir um resultado inalcançável.


Algumas fotos transmitem ideias de claustrofobia, de obsessões escancaradas, de uma busca pela felicidade pura. Eu me pergunto se o trabalho dela é mais fácil de ser reconhecido por meninas. Não quero soar sexista ao dizer isso, mas fico curiosa pensando o que os homens acham do trabalho da Woodman. Já li umas coisas por aí que me fizeram pensar “ah, é homem e não vai entender nunca”. De qualquer forma, fica a dica pros leitorinhos que as fotos de Francesca são algo do tipo what if feels like for a girl. De vez em quando é bom largar as Playboys e tentar entender melhor essas coisas difíceis de meninas (veja bem, não falei que é tão simples assim entender, hein!).

Mais fotos de Francesca Woodman aqui.
O Grupo Baader Meinhof
Já faz algumas semanas que assisti ao filme “O Grupo Baader Meinhof” com um amigo no Rio. É um longa bem longo (ha-ha!) alemão, que foi indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro este ano. Eu confesso que não sabia patavina sobre esse grupo antes. Santa ignorância! Mas é pra isso que existem livros e filmes. Viva!
E aí fiquei sabendo que existiu esse grupo terrorista alemão, formado em 1970 e dissolvido em 1998 (tipo ontem, né?). A organização na verdade se chamava Facção Exército Vermelho (em alemão, Rote Armee Fraktion ou RAF), mas foi apelidada pela imprensa de Baader Meinhof – sobrenomes do revolucionário Andreas Baader e da jornalista Ulrike Meinhof, os participantes mais notáveis. O grupo condenava o modo capitalista que se desenvolvia na República Federal da Alemanha e acusava o governo de dar continuidade ao Estado nazista. Era uma organização de guerrilha urbana, de extrema esquerda, e é claro que eles tacaram fogo em prédios, sequestraram, assassinaram, foram presos, fugiram da prisão, voltaram pra cadeia, foram à julgamento, e blá blá blá (nada de spoilers por aqui, já que você leitor também pode não saber nada né?). O curioso é que muitos simpatizavam pelos ideais da RAF e iam nos julgamentos aplaudir os revolucionários.
Dia desses estava skypando com minha amiga alemã e ela me contou que até hoje tem uma galerinha lá que é admiradora do grupo. O assunto é bem polêmico lá e rendeu bastante em 1994, quando Irmgard Möller, remanescente do grupo, foi libertada por razões médicas.
Mas olha, quem pensa que eu vou ficar fazendo análises históricas/filosóficas/sociológicas/ whatever sobre o grupo está muito enganado. Dá pra saber muita coisa aqui. E quem acha que vai ler resenha minha sobre o filme também se deu mal. É que uma coisa que me chamou muita atenção foi a presença de várias mulheres terroristas no grupo. Como elas eram bonitas, se vestiam bem, tinham estilo! Fiquei encantada com as roupas e maquiagens (sou fútil, ok??)! Saí do cinema querendo ser uma terrorista alemã da década de 70 (Vishe, será que eu posso ser presa por falar isso? Gente, é brincadeira, juro! Sou da paz! Pronto, não me prendam!!!).
Se liguem no estilo:

Imagina ser perseguida com esse casaco!

Atirando com estilo

Fuzilando com mais estilo ainda!

Maquiagem pra aterrorizar
Musas
Minhas musas do momento:

1) Alexa Perfeitinha Chung

2) Penélope Mariaelena Cruz

3) Lily Panda Allen